Hoje comecei meu dia com uma triste e rotineira notícia, acessei meu twitter e vi intermináveis discussões sobre uma estudante sul coreana que cometeu suicídio com a motivação advinda de um estilo que não se encaixa na sociedade sul coreana. De antemão, esclareço aqui minha grande admiração pela representação do que vem a ser o investimento em educação, com grande estima diante desse país democrata. Sou imensa admiradora por esse e tantos outros motivos, que consistem desde sua determinação em se tornar um país desenvolvido, seu belo e intrigante idioma que me cativa ao ver cada novela, sua cultura que, de fato, um pouco híbrida tendo como base alguns aspectos da cultura americana, cujo potencial foi exatamente o de unir esses aspectos e formar algo único e belo como o tão falado k- pop e claro, a robótica, que tem crescido intensamente.
De fato que podemos dizer a comum frase "Nada é perfeito", e obviamente esse estimado lugar também se insere nesse contexto. Um lugar que se tornou reconhecido por sua educação e também por sua grande taxa de suicídio. Mas, porquê? Por um egoísmo em conjunto, por uma busca incessante de auto reconhecimento diante de esforços, por saber que se não atingir um objetivo, será considerado uma falha na família. Que triste isso... fatos verídicos e extremamente tristes. Há algo importante a mencionar, quando vemos uma vez essa cultura, pensamos em sua beleza, que marca a atualidade, mas, ao olharmos para esse lugar como realmente é, finalmente conseguimos parar para refletir. Bem, para os que não sabem, eu moro no Brasil, um país subdesenvolvido, com baixo investimento em educação, uma cultura completamente miscigenada e uma política completamente falha em todos os aspectos, além de mencionar o fato de que no momento vivemos a maior crise desde o Regime Collor, mas esse país tem suas particularidades, ele é um país imensamente convidativo, que abre os braços para todos os que nele querem viver, é uma beleza muito peculiar que o transcende frente aos demais, aqui há ainda um choque antagônico entre o novo e velho, entre a ciência que ajuda no transgênero possibilitando ajudar tantas pessoas e outras que reagem violentamente só em ouvir menções ao nome. Aqui há o racismo, há a discriminação e muito bulling disfarçado em piadas nos grupos de amigos, ainda assim, as pessoas possuem uma singular liberdade que lhe proporciona agraciar sua pobre porém feliz vida.
Há um choque entre ambos os países e também há pessoas que sugerem uma política semelhante à da Coreia do Sul. Me pergunto se isso seria bom? Bem, provavelmente... seria muito bom se tivéssemos uma política mais séria voltada para a educação. Seria bom se nossos valores deixassem de ser o comodismo e passassem a ser o estudo e a vontade de querer aprender a aprender, a busca pelo conhecimento, o que poderia acarretar obviamente numa melhora estupenda em relação à educação e ciência, sem deixar de lado a falta de investimento na ciência advinda daqui, com uma gama de projetos que são aceitos na maioria das vezes em outros países, sendo investidos em peso e esquecidos no lugar onde deveriam ser tido como orgulho em relação ao desenvolvimento. Porém, deixamos a desejar em tudo isso, obviamente que digo isso com toda certeza por fazer parte desse contexto social, há algo já muito intrínseco aqui e uma corrupção que se centraliza em proceder do mesmo jeito, olhando em todos os ângulos errados possíveis e se fazendo de cega para o verdadeiro bem- educação. Diante de um país auto e um país baixo, encontramos suas falhas inegáveis, ao passo que a coreia corre para manter seu status relacionado ao dinheiro, poder, fama e reconhecimento e o brasil corre para manter seu status de um país desorganizado e visto com olhares humildes. A beleza que retrato aqui é uma beleza diferente.. é uma beleza que se guia por motivações de indivíduos que formam sociedades e que são engolidos por ela. A coreia do sul formou uma sociedade que foi engolida por sua própria gula, com jovens desgarrados, que se sentem sozinhos e que sofrem discriminações e retaliações diariamente não apenas nas escolas como também no trabalho e mesmo em casa, pois o próprio sistema familiar se tornou muito rígido em relação à educação do aluno. E, o brasil que tinha tudo, eu afirmo, tudo para ser um país de potência, mas que se afundou por próprio gosto, por maus gestores e por falha constante diante da verdadeira resposta, repito novamente- educação. Pense que nosso país teve um presidente analfabeto... que loucura, um presidente analfabeto que foi homenageado em filme, com menções ao oscar, para depois ser acusado de corrupto... me pergunto constantemente que tipo de país é esse em que priorizamos o analfabetismo de todas as formas. Provavelmente todos nós devemos ter um sonho relacionado a sair de seu país de origem para morar em outro considerado melhor em aspectos particulares diversos e provavelmente se cada um de nós formos pesquisar a fundo, veremos injustiças em cada um desses lugares. Mas, fica a questão, quem faz um país ser como é? Se você pensa que são apenas aqueles que nos governam, eu posso deixa- lo duvidar de suas próprias ideias. Um país é formado várias sociedades, mas as sociedades que formam esse país é feita pelos cidadãos, uma vez que cada um de nós pertence a esse grupo. Cabe a cada um de nós entregar o seu melhor sem se autopunir por de repente não ter chegado num determinado resultado, mas sim orgulhoso de saber que fez sua parte e procurou guiar aqueles que precisavam de incentivo tanto quanto você. A jovem que cometeu suicídio, Lee Yei, faz parte da estatística sombria de um país que não possui um sistema de aposentadoria para os idosos, que por sua vez também fazem parte da estatística de suicídio, um país que vive num contraste entre capital e demais cidades, cuja imagem mostra a realidade de um povo que luta para tentar chegar num status social ao estilo sul coreano, por jovens que vivem realmente o estudo e mal sabem o que é realmente viver uma adolescência ou juventude como poderia ser, pois se atém em alcançar o alto nível nesse status, por famílias que ficam longe de seus filhos pois os mesmos precisam ganhar dinheiro para mantê- los, tendo de ir para a capital e trabalhar noite e dia. Essa moça não se adequava ao estilo coreano porque? Provavelmente devem haver tantas especulações a esse respeito, mas pensemos bem sobre a política sul coreana, mesmo um sonho pode se transformar num pesadelo, desde que você lhe proporcione uma pitada de realidade. E, ao nosso contraste, poderiamos agregar ao brasil uma pitada de sonho para que houvesse um pouco mais de respeito com o cidadão, que paga tanto imposto e não recebe nem metade do que poderia ser recebido em troca, e digo isso sem ter em conta cada indivíduo e sim uma retribuição de um governo mais digno de voto, com prioridades que façam mais sentido.
Isso é uma reflexão crítica sobre o dois lugares que fazem parte do meu dia- a- dia. Um por ser meu país de origem e outro por ser o lugar que tanto tenho vontade de conhecer. E, por ambos, eu não apenas espero imensamente sua melhora, mas também farei o meu melhor para contribuir de uma maneira digna na sociedade.
Um bom começo de dia, e, para não deixar de mencionar, essa moça era fã do BTS, era uma ARMY, então todas as ARMYS estão também respeitando sua morte nesse momento. Mesmo uma pessoa que seria parte de uma estatística triste e sombria, era alguém que fazia parte de algo maior, ela se sentia sozinha, mas na verdade haviam muitas pessoas ao lado dela que gostavam e que agora rezam por ela.
Fighting!
Diário por Haruka Gotto.
Em 12 de Janeiro de 2016
Leituras e Referências
https://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/efe/2015/09/18/coreia-do-sul-a-republica-do-suicidio.htm
http://revistakoreain.com.br/2016/09/setembro-amarelo-coreia-do-sul-e-estatisticas-que-assustam/
http://www.koreapost.com.br/colunas/suicidio-na-coreia-causas-e-curas/
Há um choque entre ambos os países e também há pessoas que sugerem uma política semelhante à da Coreia do Sul. Me pergunto se isso seria bom? Bem, provavelmente... seria muito bom se tivéssemos uma política mais séria voltada para a educação. Seria bom se nossos valores deixassem de ser o comodismo e passassem a ser o estudo e a vontade de querer aprender a aprender, a busca pelo conhecimento, o que poderia acarretar obviamente numa melhora estupenda em relação à educação e ciência, sem deixar de lado a falta de investimento na ciência advinda daqui, com uma gama de projetos que são aceitos na maioria das vezes em outros países, sendo investidos em peso e esquecidos no lugar onde deveriam ser tido como orgulho em relação ao desenvolvimento. Porém, deixamos a desejar em tudo isso, obviamente que digo isso com toda certeza por fazer parte desse contexto social, há algo já muito intrínseco aqui e uma corrupção que se centraliza em proceder do mesmo jeito, olhando em todos os ângulos errados possíveis e se fazendo de cega para o verdadeiro bem- educação. Diante de um país auto e um país baixo, encontramos suas falhas inegáveis, ao passo que a coreia corre para manter seu status relacionado ao dinheiro, poder, fama e reconhecimento e o brasil corre para manter seu status de um país desorganizado e visto com olhares humildes. A beleza que retrato aqui é uma beleza diferente.. é uma beleza que se guia por motivações de indivíduos que formam sociedades e que são engolidos por ela. A coreia do sul formou uma sociedade que foi engolida por sua própria gula, com jovens desgarrados, que se sentem sozinhos e que sofrem discriminações e retaliações diariamente não apenas nas escolas como também no trabalho e mesmo em casa, pois o próprio sistema familiar se tornou muito rígido em relação à educação do aluno. E, o brasil que tinha tudo, eu afirmo, tudo para ser um país de potência, mas que se afundou por próprio gosto, por maus gestores e por falha constante diante da verdadeira resposta, repito novamente- educação. Pense que nosso país teve um presidente analfabeto... que loucura, um presidente analfabeto que foi homenageado em filme, com menções ao oscar, para depois ser acusado de corrupto... me pergunto constantemente que tipo de país é esse em que priorizamos o analfabetismo de todas as formas. Provavelmente todos nós devemos ter um sonho relacionado a sair de seu país de origem para morar em outro considerado melhor em aspectos particulares diversos e provavelmente se cada um de nós formos pesquisar a fundo, veremos injustiças em cada um desses lugares. Mas, fica a questão, quem faz um país ser como é? Se você pensa que são apenas aqueles que nos governam, eu posso deixa- lo duvidar de suas próprias ideias. Um país é formado várias sociedades, mas as sociedades que formam esse país é feita pelos cidadãos, uma vez que cada um de nós pertence a esse grupo. Cabe a cada um de nós entregar o seu melhor sem se autopunir por de repente não ter chegado num determinado resultado, mas sim orgulhoso de saber que fez sua parte e procurou guiar aqueles que precisavam de incentivo tanto quanto você. A jovem que cometeu suicídio, Lee Yei, faz parte da estatística sombria de um país que não possui um sistema de aposentadoria para os idosos, que por sua vez também fazem parte da estatística de suicídio, um país que vive num contraste entre capital e demais cidades, cuja imagem mostra a realidade de um povo que luta para tentar chegar num status social ao estilo sul coreano, por jovens que vivem realmente o estudo e mal sabem o que é realmente viver uma adolescência ou juventude como poderia ser, pois se atém em alcançar o alto nível nesse status, por famílias que ficam longe de seus filhos pois os mesmos precisam ganhar dinheiro para mantê- los, tendo de ir para a capital e trabalhar noite e dia. Essa moça não se adequava ao estilo coreano porque? Provavelmente devem haver tantas especulações a esse respeito, mas pensemos bem sobre a política sul coreana, mesmo um sonho pode se transformar num pesadelo, desde que você lhe proporcione uma pitada de realidade. E, ao nosso contraste, poderiamos agregar ao brasil uma pitada de sonho para que houvesse um pouco mais de respeito com o cidadão, que paga tanto imposto e não recebe nem metade do que poderia ser recebido em troca, e digo isso sem ter em conta cada indivíduo e sim uma retribuição de um governo mais digno de voto, com prioridades que façam mais sentido.
Isso é uma reflexão crítica sobre o dois lugares que fazem parte do meu dia- a- dia. Um por ser meu país de origem e outro por ser o lugar que tanto tenho vontade de conhecer. E, por ambos, eu não apenas espero imensamente sua melhora, mas também farei o meu melhor para contribuir de uma maneira digna na sociedade.
Um bom começo de dia, e, para não deixar de mencionar, essa moça era fã do BTS, era uma ARMY, então todas as ARMYS estão também respeitando sua morte nesse momento. Mesmo uma pessoa que seria parte de uma estatística triste e sombria, era alguém que fazia parte de algo maior, ela se sentia sozinha, mas na verdade haviam muitas pessoas ao lado dela que gostavam e que agora rezam por ela.
Fighting!
Diário por Haruka Gotto.
Em 12 de Janeiro de 2016
Leituras e Referências
https://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/efe/2015/09/18/coreia-do-sul-a-republica-do-suicidio.htm
http://revistakoreain.com.br/2016/09/setembro-amarelo-coreia-do-sul-e-estatisticas-que-assustam/
http://www.koreapost.com.br/colunas/suicidio-na-coreia-causas-e-curas/

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